O deputado estadual Eduardo Salles (PP) criticou o embate político entre o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o senador Ciro Nogueira (PI), sobre o ‘tarifaço’ imposto pelo presidente Donald Trump às exportações brasileiras. “Eu acho que isso é uma antecipação de um processo eleitoral que não cabe na minha visão. […]. Estamos há muito tempo das eleições ainda”, disse o parlamentar à imprensa, nesta segunda-feira, 14. O legislador participa nesta manhã da entrega de certificados de capacitação feita pela Companhia de Desenvolvimento Urbano (Conder), que ocorre na sede da Federação Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), no bairro do Stiep, em Salvador. Durante coletiva, o parlamentar ainda mandou recado para o presidente do seu partido, que segundo ele, “mete a colher aonde não é o seu dia a dia”. “Eu acho que o presidente Ciro deveria ver as questões efetivas do estado dele, as questões globais do país, já que ele é presidente de um partido, e trabalhar isso, e não questões locais”, afirmou Salles. O deputado também defendeu que cada político deve se limitar às questões de sua competência, respeitando a soberania das esferas de governo. “Acho que não tem cabimento agora, uma pessoa a nível nacional, vir falar de estado. Eu acho que qualquer coisa municipal que seja discutida tem que ser entre os munícipes, qualquer coisa estadual que venha a ser discutida tem que ser dentro do estado, até entre a oposição e o governo, tem que ser dentro do estado”, enfatizou. Relembre o embate O ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Ciro Nogueira entraram em rota de colisão na última quinta-feira, 10, após o baiano criticar a postura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em relação às novas taxas anunciadas por Trump. “Liderança, governador, se exerce com coragem. É compreensível que queira agradar ao ex-presidente a quem serviu como ministro, mas quem valoriza São Paulo não apoia medidas absurdas, ilegais e imorais impostas por estrangeiros”, escreveu Rui. Aliado do Executivo paulista, Ciro refutou as falas e elenca a função do ministro diante da nova crise diplomática entre os países. “Tirar o Brasil da encrenca em que o radicalismo da diplomacia do PT enfiou o país e não ficar batendo boca com o governador de São Paulo”. E completou com um “Vai trabalhar!”. O caso se estendeu e gerou críticas dos correligionários do titular da Casa Civil, como o governador Jerônimo Rodrigues (PT), que também usou as redes sociais para defender o ex-governador da Bahia. “A direita radical quer desviar as atenções do seu apoio às agressões do presidente estadunidense contra o Brasil e Lula. O deputado Ciro Nogueira, por exemplo, quer criar uma cortina de fumaça no caso e ataca o ministro Rui Costa. A Bahia não se curva às pressões, nem às traições. Estamos com Rui, Lula e o Brasil”, afirmou Jerônimo. Tarifaço de Trump Em carta enviada na quarta-feira (9) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o líder norte-americano anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, que deverá entrar em vigor a partir de 1º de agosto.
O deputado estadual Eduardo Salles (PP) criticou o embate político entre o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o senador Ciro Nogueira (PI), sobre o ‘tarifaço’ imposto pelo presidente Donald Trump às exportações brasileiras. “Eu acho que isso é uma antecipação de um processo eleitoral que não cabe na minha visão. […]. Estamos há muito tempo das eleições ainda”, disse o parlamentar à imprensa, nesta segunda-feira, 14. O legislador participa nesta manhã da entrega de certificados de capacitação feita pela Companhia de Desenvolvimento Urbano (Conder), que ocorre na sede da Federação Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), no bairro do Stiep, em Salvador. Durante coletiva, o parlamentar ainda mandou recado para o presidente do seu partido, que segundo ele, “mete a colher aonde não é o seu dia a dia”. “Eu acho que o presidente Ciro deveria ver as questões efetivas do estado dele, as questões globais do país, já que ele é presidente de um partido, e trabalhar isso, e não questões locais”, afirmou Salles. O deputado também defendeu que cada político deve se limitar às questões de sua competência, respeitando a soberania das esferas de governo. “Acho que não tem cabimento agora, uma pessoa a nível nacional, vir falar de estado. Eu acho que qualquer coisa municipal que seja discutida tem que ser entre os munícipes, qualquer coisa estadual que venha a ser discutida tem que ser dentro do estado, até entre a oposição e o governo, tem que ser dentro do estado”, enfatizou. Relembre o embate O ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Ciro Nogueira entraram em rota de colisão na última quinta-feira, 10, após o baiano criticar a postura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em relação às novas taxas anunciadas por Trump. “Liderança, governador, se exerce com coragem. É compreensível que queira agradar ao ex-presidente a quem serviu como ministro, mas quem valoriza São Paulo não apoia medidas absurdas, ilegais e imorais impostas por estrangeiros”, escreveu Rui. Aliado do Executivo paulista, Ciro refutou as falas e elenca a função do ministro diante da nova crise diplomática entre os países. “Tirar o Brasil da encrenca em que o radicalismo da diplomacia do PT enfiou o país e não ficar batendo boca com o governador de São Paulo”. E completou com um “Vai trabalhar!”. O caso se estendeu e gerou críticas dos correligionários do titular da Casa Civil, como o governador Jerônimo Rodrigues (PT), que também usou as redes sociais para defender o ex-governador da Bahia. “A direita radical quer desviar as atenções do seu apoio às agressões do presidente estadunidense contra o Brasil e Lula. O deputado Ciro Nogueira, por exemplo, quer criar uma cortina de fumaça no caso e ataca o ministro Rui Costa. A Bahia não se curva às pressões, nem às traições. Estamos com Rui, Lula e o Brasil”, afirmou Jerônimo. Tarifaço de Trump Em carta enviada na quarta-feira (9) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o líder norte-americano anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, que deverá entrar em vigor a partir de 1º de agosto.

Na sessão desta quinta-feira (07), a vereadora Juci Cardoso utilizou a tribuna para marcar os 19 anos da promulgação da Lei Maria da Penha com um discurso contundente em defesa dos direitos das mulheres. A parlamentar ressaltou a origem da legislação – fruto de uma condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos – e lembrou que, apesar dos avanços, os desafios persistem e se agravaram nos últimos anos.

A parlamentar apresentou dados alarmantes para ilustrar a realidade da violência de gênero no país: citou o caso amplamente divulgado de Juliana Garcia dos Santos, espancada com 61 socos no rosto no Rio Grande do Norte, o feminicídio de uma jovem de 21 anos morta com 127 facadas no Rio Grande do Sul e o assassinato de uma mulher trans na Bahia, atingida por 12 tiros. “Não é acesso de raiva, é ódio às mulheres”, afirmou.

Também alertou para o crescimento da violência contra as mulheres em Alagoinhas. Segundo dados da Patrulha Maria da Penha, do Centro de Referência de Atendimento à Mulher e demais órgãos da rede, o aumento foi de 30% nos registros de agressões e violações.

Em seguida, relatou a participação da Procuradoria da Mulher na Oficina de Construção de Fluxo Integrado de Atendimento, junto à vereadora Luma Menezes, evento organizado pela Prefeitura Municipal e Ministério Público, no qual foram discutidas estratégias para fortalecimento da rede e enfrentamento à violência de gênero [Leia está matéria aqui]. Em sua fala, a também conselheira municipal de Defesa dos Direitos da Mulher, criticou o retrocesso institucional em algumas práticas de gestão pública, especialmente a invisibilização da voz feminina nos espaços que deveriam priorizar a escuta das mulheres.

“Há retrocesso quando ocorre silenciamento das mulheres quando tratado sobre os mecanismos de sua proteção em prol da priorização da fala de homens à frente de instrumentos, pois somente quem sofre violência – ou quem convive com alguém que sofreu – entende o quanto é difícil acessar o que a lei já garante”, pontuou.

Política

A vereadora Juci Cardoso anunciou a reentrada do projeto de lei que cria o Fundo Municipal de Políticas para as Mulheres – proposta vetada na gestão municipal anterior. A parlamentar fundamentou a legalidade da medida citando a Lei nº 2.831/2025, sancionada recentemente e que instituiu o Fundo Municipal de Segurança Pública, de autoria do vereador licenciado e atual secretário de Governo Anderson Baqueiro. “Se há base legal para um fundo da segurança pública, também há para um fundo que garanta financiamento estável para as políticas de proteção e inclusão das mulheres”, argumentou.

Por fim, fez um apelo à Casa Legislativa e à sociedade civil: “Não é somente sobre combater a violência, mas sobre garantir qualificação, acesso à saúde, educação, força produtiva e dignidade para todas as mulheres. Não podemos elogiar apenas em datas simbólicas e ignorar na prática”, concluiu.

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