A política, como uma das principais atividades humanas, admite múltiplas opiniões, ainda mais em tempos de redes sociais em que cada um de nós é emissor de informação e produtor/gestor de conteúdo.
Às vésperas, por assim dizer, do dia D da eleição (primeiro turno), em 4 de outubro, opiniões pululam nas redes sociais.
Muitas contam, inclusive, com apoios, mesmo que o fio condutor analítico seja de uma pobreza franciscana, não por opção, tal qual o santo a quem se atribui a vontade deliberada de viver sem fausto, mas por indigência do conteúdo.
Aí está uma grande ironia: produz-se conteúdo sem conteúdo e não se qualifica o debate, em verdade, apequena-o, à linha do chão, mas, aparentemente, o importante é o engajamento.
Vi, há pouco no Instagram, comentário de um jovem, sobre o qual nada sei, a respeito da eleição e do mandato da deputada estadual Ludmilla Fiscina (ex-PV, agora PSD).
Não tenho elementos para analisar a performance do mandato da deputada, mas sei que o processo legislativo é complexo, quanto mais para uma parlamentar de primeira legislatura.
Políticos devem ser julgados pelos fatos e não apenas e tão somente a partir de versões, que vicejam em tempos de narrativas, que para parcela considerável da sociedade valem mais do que a verdade.
Voltemos ao tema: candidaturas de alagoinhenses à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados devem ser consideradas, sem bairrismos, mas também daqueles que demonstraram compromissos com a nossa cidade.
Compromissos devem ser considerados, como também a naturalidade dos candidatos.
Temos muitos postulantes à Câmara dos Deputados, alguns no exercício de mandatos, que já demonstraram compromissos com Alagoinhas.
À Assembleia Legislativa, os alagoinhenses Ludmilla Fiscina, Radiovaldo Costa e Luciano Almeida disputam três das 63 cadeiras do parlamento estadual.
Inegavelmente, têm legitimidade para se apresentarem aos eleitores.
Outros tantos tentarão cooptar votos dos mais de 115 mil alagoinhenses aptos a votar, sem que tenham presença e trabalho em prol da cidade.
Furões vão aparecer, mas todo cuidado é pouco com as conversas malemolentes, o discurso em prol do desenvolvimento da cidade e argumentos que têm apenas o objetivo de ludibriar os incautos.
De hoje até o dia da eleição veremos muitas coisas nas redes sociais, teatralidades ensaiadas, discursos pretensamente em defesa da comuna, mas que na verdade atendem aos interesses inconfessáveis daqueles que pouco fizeram e nada farão por Alagoinhas.
Fonte: Maurílio Fontes
Mestre em Marketing, Comunicação e Consultoria Política (ESIC Business & Marketing School – Espanha – e Università e Campus – Itália)
Diplomado em Gestão de Governo e Liderança Política (George Washington University – EUA)




